De Profissional para Profissional
Olá Profissional de Estética;
Começamos o mês já com muitas novidades para vocês!
O crescimento e popularização dos meios de comunicação na área de cosmética profissional tem feito com que as novidades e descobertas cheguem cada vez mais rápido ás nossas mãos. Além de mostrarem todas as inovações presentes no mercado, revistas e veículos especializados, tem dado enfoque importante aos ativos presentes no mercado que são indicados para utilização em cosméticos.
Vocês devem estar se perguntando, porque insistir neste tema?
Durante os vários cursos que ministrei em todo o Brasil pude perceber que muitas profissionais de estética possuem dificuldades em ler e interpretar a composição dos produtos que estão utilizando em seu dia-a-dia. Além de conhecer várias técnicas e realizar o prontuário estético, a esteticista deve estar atenta aos ativos que utiliza e como eles são descritos nas embalagens dos produtos.
O óleo mineral é hoje praticamente a base da maioria dos cosméticos encontrados no mercado. Estudo demonstra que o óleo mineral contido em formulações cosméticas não tem qualquer valor nutritivo para a pele e pode interferir com os mecanismos naturais de hidratação do corpo, levando a pele à desidratação.
Do mesmo modo não poderia deixar de falar também sobre os Parabenos, onde observamos que na maioria da composição dos cosméticos possui o Parabenos como conservante, que são altamente alergênicos, se comportam como se fossem os hormônios femininos conforme estudo realizado na Universidade de Reading, Reino Unido e publicado em janeiro de 2004 no Journal of Applied Toxicology.
Para reforçar o alerta, é muito importante destacar também os efeitos nocivos dos Conservantes Liberadores de Formol, cujo seu uso decorrente pode aumentar a incidência de câncer de mama. O formol faz muito mal para a pele, mas o que a maioria das pessoas não sabem, é que muitos cosméticos utilizam na formulação alguns tipos de conservantes que produzem e liberam formol na pele.
Felizmente, a divulgação desses estudos, tem se tornado uma fonte de informação riquíssima para que nós profissionais de estética nos tornemos mais atentos e cuidadosos ao observar a composição dos cosméticos que utilizamos diariamente em nossos clientes. Nos dando mais segurança para escolher os cosméticos corretos e seguros para utilizarmos em nossas cabines.
Esses componentes podem ser facilmente identificados pelas profissionais de estética a partir do INCI indicado na composição do produto no rótulo do mesmo. Para o uso estético, as profissionais devem procurar utilizar produtos com base de óleos vegetais que não poluem o meio ambiente e diminuem a incidência de alergias e reações prejudiciais à pele.
Confira abaixo as principais características de cada componente e entenda como atuam:
Óleos Minerais, Parafinas e outros derivados do petróleo:Estão presentes na maioria dos produtos cosméticos, devido à sua propriedade emoliente, ou seja, hidratante para a pele. Entretanto, estudos recentes vêm associando esses componentes ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Isso se deve à presença de um composto chamado 1,4- dioxano, substância cancerígena, como relatam estudos publicados nos periódicos “American Journal of Industrial Medicine” (Departamento de Epidemiologia Escola de Saúde Pública, Los Angeles, Califórnia, em outubro de 2005), “Contact Dermatitis” (Departamento de Dermatologia, Nagoya, City University Medical School, Japão, abril de 1989) e “Regulatory Toxicology and Pharmacology” (outubro de 2003). Além disso fazem o temporamento da pele, impedindo a permeação dos ativos.
Parabenos: Apresentam propriedades estrogênicas, ou seja, se comportam como se fossem o estrogênio, um hormônio feminino. Há no mundo dos cosméticos uma enorme utilização de produtos contendo Parabenos, por gestantes, lactantes, crianças e pacientes sob tratamentos diversos como câncer, reposições hormonais e terapias crônicas. O uso de parabenos em produtos cosméticos destinados à aplicação na área axilar (como desodorantes, por exemplo) deve ser reavaliado, pois estudos recentes levantaram a hipótese de que o uso dele nessa região pode estar associado ao aumento da incidência de câncer de mama, o que foi confirmado em teste realizado recentemente. Os parabenos podem ser identificados nas formulações dos cosméticos e desodorantes com diversas nomenclaturas: Parabens, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben e Butylparaben.
Conservantes Liberadores de Formol: Podem aumentar a incidência de câncer de pele. Além da já conhecida toxicidade do formol, um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, Hungria e publicado no periódico “Experimental Dermatology”, em maio de 2004, revelou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. Esses conservantes podem ser procurados nos rótulos pelas seguintes substâncias: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil uréia e DMDM hidantoína.
O Dr. Albert Kligman, medico dermatologista da Philadelfia, declarou que, ao cuidarmos da camada mais externa da pele, as camadas interiores estariam protegidas também. Ele ainda recomendou que os tratamentos anti-envelhecimento que dependem de ativos diferentes para fazer efeito, precisam ter seu processo de fabricação claro e exato, para o produto ser eficaz. Essa é a principal razão pela qual muitas vezes encontramos um tratamento anti-envelhecimento surpreendente, porém seu resultado é ineficaz. Na verdade os ativos compostos são os ideais, porém as matérias primas usadas nas bases cosméticas são inadequadas tornando o processo de fabricação errado.
Para o uso estético, as profissionais devem procurar utilizar produtos com base de óleos vegetais que não poluem o meio ambiente e diminuem a incidência de alergias e reações prejudiciais à pele. Além disso, os cosméticos com óleos vegetais possuem sua composição semelhante ao manto hidrolipídico da pele que possibilita maior absorção dos ativos e menor esforço nas manobras realizadas pela profissional de estética. Aproveitando melhor os ativos dos cosméticos.
Desta forma, você garante melhores resultados em sua cabine e pode trabalhar com a segurança de que terá ótimos resultados diminuindo a incidência de reações alérgicas.
Fontes: Revista Cosmetic Ingredients. Ed. 30-01-2010 - Revista Cosmetic Ingredients. Ed. Premium. 2009 - Revista Profissão Beleza. Ed. Nº54 – Ano X
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Até a próxima!
Por Isabel Luiza Piatti
Técnica em Estética
Diretora de Treinamentos da Buona Vita Cosméticos
isabel@buonavita.com.br