Relação transparente e postura ética entre profissional e cliente!
Olá Profissional de Estética;
Primeiramente, gostaria de agradecer os emails e elogios enviados por vocês em resposta à série “De Profissional para Profissional”. É muito bom saber que as dicas estão sendo utilizadas no dia-a-dia das profissionais de estética e que isso está enriquecendo e levando conhecimento a vocês. Obrigada!
Nas últimas semanas recebi muitos e-mails com dúvidas e pedidos do modelo de contrato de prestação de serviços dos profissionais de estética. Embora os profissionais ainda não tenham sua profissão regulamentada, existe um código de conduta ética que direciona como o trabalho deve ser realizado.
De acordo com o CIDESCO, Comitê Internacional de Estética e Cosmetologia, o esteticista ou profissional de beleza tem a função de atender e cuidar de seus clientes usando todos os seus conhecimentos técnicos e domínio total dos setores que compõe a estética e a cosmetologia. O objetivo da sua atividade é melhorar e manter a aparência externa e as funções naturais da pele, levando ao relaxamento e ao bem-estar do corpo e da mente.
A correria do dia-a-dia e a demanda cada vez maior por serviços de estética fazem com que nos esqueçamos da importância de agir da maneira mais correta possível dentro das cabines, o que acabaria nos precavendo de problemas futuros de qualquer natureza; de uma simples queixa a um processo judicial. Indo de encontro a essa realidade, nossos clientes estão cada vez mais exigentes e conhecendo melhor nossos protocolos e produtos. Para a profissional se sentir mais segura em relação a estes possíveis problemas, ela pode adotar a utilização do Prontuário Estético; documento que contém informações passadas pela própria cliente sobre seu estado de saúde e assinado por ela; e a utilização do Termo de Compromisso, onde ela se compromete em comparecer às sessões e que se faltar alguma, isso pode acarretar prejuízos no tratamento.
Outro aspecto importante é procurar estar sempre atualizada sobre as novas tecnologias, produtos, protocolos e práticas em cabine para evitar apresentar técnicas ultrapassadas ou cometer erros. O treinamento constante nesta área de atuação tem sido um ponto imprescindível para quem preza a qualidade e a ética no serviço. A evolução dos cosméticos e da tecnologia estética tem acontecido de maneira muito rápida e neste caso, o aprimoramento torna uma condição para o exercício da atividade. Podemos notar que a participação das profissionais em treinamento tem mudado, onde elas não buscam somente passo a passo de procedimento, e sim, conceitos com embasamento científico.
Tanto o profissional técnico em estética, quanto o tecnólogo em estética buscam de maneira organizada através de sua federação “Febrape” (Federação Brasileira dos Profissionais Esteticistas) a regulamentação da profissão a nível Federal, através do projeto de Lei N° 959/2003. No entanto, cabe ressaltar a existência da mesma regulamentação, em nível estadual.
O consumidor satisfeito e bem atendido sempre retorna e fala bem do profissional, o que favorece as clínicas de estética e as esteticistas que trabalham em cabine. Desta forma conseguimos fidelizá-las pela confiança e pela qualidade no nosso trabalho, evitando expectativas frustradas no final.
E lembre-se: mantenha a postura e a atitude de uma profissional que merece todos os méritos por realizar um trabalho sério e de qualidade, utilizando produtos com registro no Ministério da Saúde (MS), ao contrário dos manipulados que não trazem respaldo legal.
Até a próxima,
Isabel Luiza Piatti